A “ética situacional” para satisfazer as suas necessidades.


A “ética situacional” para satisfazer as suas necessidades. 

1 Samuel 21:1-7


Deixamos a Davi no capítulo anterior fugindo de Saul para o deserto.


E tendo fugido diretamente de seu encontro com Jônatas, não levava qualquer armamento, não havia se preparado com uma guarnição de comida, ia com a roupa do corpo e nada mais.


Por esta razão tinha ele necessidades reais. A tragédia de tudo isto foi que Davi usou aquilo que chamamos de “ética situacional” para satisfazer as suas necessidades.


A nossa filosofia moderna diz que a situação na qual estamos metidos determina a nossa ética; o fim justifica os meios. Vemos isto por todo lado, no governo, em nossas igrejas, e até mesmo em nossas vidas. Mas, preste atenção, esta filosofia não começou no Século XXI.


Ela existe desde a queda dos nossos primeiros pais, e há cerca de 3000 anos atrás, “um homem segundo o coração de Deus” usou as mesmas táticas.


Sem sombra de dúvida, as necessidades de Davi eram legítimas. Ele precisava comer, obviamente. Ele precisava de proteção, sem sombra de dúvida. Suas necessidades eram reais. O problema foi como ele as supriu.


Davi chega em Gibeá de Saul, uma cidade no território da tribo de Benjamim, cerca de uns 20 quilômetros ao norte de Jerusalém.


Ele fugiu de lá diretamente para a cidade de Nobe, a cidade dos sacerdotes, onde se encontrava o Tabernáculo, que estava a cerca de uns 7 quilômetros de Gibeá.


Ele fugia em busca de alguém que ele tinha muito contato. Davi, como campeão dos exércitos de Israel, em suas guerras sob o comando de Saul, esteve muitas vezes com o Sumo sacerdote para buscar com ele a orientação de Deus.


Davi tinha um excelente relacionamento com o Sumo sacerdote de Israel, e o que seria natural é que ele fosse em busca de seu fiel amigo em busca de um conselho.


A tragédia em tudo isto é que Davi caiu vítima da tirania do urgente.


Ele havia caído miseravelmente de sua confiança em Deus. Deus já havia dado provas incontestes de que em tudo a Sua boa mão sustentava e dirigia as circunstâncias em favor de Davi.


Deus estava dizendo: “Eu estou no comando, não importa o que esteja ocorrendo, não importa o que esteja se passando contigo”.


Mas no meio de tudo isto Davi parece não estar entendendo a mensagem da parte de Deus. Pelo contrário, ele está usando seu estratagema e seu esquema pecaminoso.


Ele está pondo fogo no rastro de pólvora e acabou se queimando, vítima de suas artimanhas.


Davi sabia muito bem que não estava seguro em lugar nenhum dentro do território israelita.


Precisava fugir para longe, mas antes passou em Nobe para falar com o sacerdote Aimeleque e ver a possibilidade de conseguir alguns mantimentos para a longa viagem.


Vendo que Davi se aproximava, Aimeleque ficou com medo.


Sabia que Davi era persona non grata para Saul.


O que pareceu a Aimeleque? Aqui está um líder dos exércitos de Saul, e ele está sozinho. Hoje é Sábado. A “Lei” proíbe que se viaje no Sábado. Davi jamais viajou sozinho. Viajava sempre com seus exércitos, ou um pelotão de guarda-costas.


Aimeleque pensando no do conflito que estava sendo travado a cerca de 8 quilômetros ao norte, quer entender o que efetivamente está ocorrendo.


Foi falar com ele todo trêmulo:


_ O que você está fazendo aqui, Davi?


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