Zaqueu, e uma sessão de Coach com Jesus!


Zaqueu, e uma sessão de Coach com Jesus!

Jesus continua seu caminho na direção de Jerusalém, mas antes passa por Jericó.

Jericó era uma belíssima e rica cidade próxima do rio Jordão e do mar Morto. Era uma cidade adornada de muitas palmeiras e muitas fontes de águas quentes. Era a cidade de inverno dos reis e a residência predileta dos sacerdotes. Seu nome significa “lugar de fragrância”. 

A cidade do lazer, do luxo, do comércio e da riqueza está agora sendo visitada pelo próprio Filho de Deus. 

Aquela era a última vez que Jesus passava por Jericó. Ele estava indo para a cruz. Naquela semana seria morto. Aquele era o dia mais importante na agenda da cidade de Jerico.

No caminho para Jericó, Jesus curou um cego. A cura do cego de Jericó aconteceu do lado de fora, quando Jesus se aproximava da cidade. 

 Certamente a notícia da cura do cego se espalhou rapidamente, de modo que uma multidão começou a se reunir em volta de Jesus quando entrou na cidade de Jericó. 

Era algo como seria a entrada triunfal em Jerusalém, em que Jesus seria recebido com entusiasmo. Mas as multidões são inconstantes aqui, como elas serão em Jerusalém. 
Aqueles que o aclamarão Jesus como o Rei vindouro serão os que mais tarde  clamarão por sua morte. 

Enquanto isso um homem chamado Zaqueu que morava em Jericó, ficou sabendo da presença de Jesus na cidade. Zaqueu já ouvira falar de Jesus e dessa vez não queria perder a oportunidade de pelo menos ver aquele a quem o povo tão bem falava.
Mas Zaqueu tinha um problema, ele era um homem muito pequeno. Eu posso visualizá-lo saltando para cima e para baixo na ponta dos pés, tentando ver por cima das pessoas mais altas que se aglomeravam na frente dele. "Boing, boing, boing", continuava ele, quase como um personagem de desenho animado, mas seus esforços eram em vão. 

Por fim, ele teve um plano. Como todo líder comercial é dado a estratégias de marketing, Zaqueu não hesita em planejar uma maneira de ver a Jesus. A passagem Dele em Jericó, era um acontecimento ímpar. Quem era o tão comentado carpinteiro que transformava a vida das pessoas? Zaqueu queria saber, conhecer de perto. Seria a atitude dele de fé ou de curiosidade? Eu diria que ambas as coisas. Algo já incomodava o pequeno publicano, no íntimo. Caso contrário, por que se arriscar tanto? Zaqueu estava curioso, mas ao mesmo tempo, fora despertado na fé ,  acreditava ser Jesus alguém especial capaz de realizar milagres.

Ele olhou para a rua, onde ele sabia que Jesus teria que passar. Lá estava ela, uma figueira brava. Esse tipo de árvore, tem copa farta, muitas folhas e não é tão alta.  Essa figueira podia esconder a Zaqueu, ele podia ver sem ser visto. Era uma oportunidade para ajudá-lo a ver o grande Coach. Ele poderia escalar aquela árvore e ver Jesus passar.
Teria sido divertido, eu acho, de ver este homem rico tentando subir nessa árvore. Que contraste em relação a maneira como o jovem rico deve ter vindo falar com Jesus. 

Eu imagino aquele jovem rico indo a Jesus como dirigindo, por assim dizer, em uma limusine Mercedes com motorista. Mas aqui, o pequeno rico homem Zaqueu está se esforçando para subir em uma árvore. Talvez tenha caído uma ou duas vezes, mas finalmente chegou ao alto o suficiente para ver Jesus. Provavelmente gotas de suor escorriam pelo seu rosto. Sua roupa poderia ter ficado suja ou manchada, talvez até mesmo rasgada. Mas o que importava é que ele agora poderia ver Jesus.

Quando Jesus passou pelo trajeto em que Zaqueu estava, percebeu a sua presença e parou parou bem debaixo da árvore onde o pequeno cobrador de impostos estava empoleirado e fez algo realmente surpreendente. Olhou para cima, chamou-o pelo nome, e disse-lhe:

_ Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa.

Ele chamou Zaqueu pelo nome! Os dois homens nunca tinha se visto antes, mas Jesus sabia tudo sobre Zaqueu. 

Zaqueu ficou chocado. Como ele sabe meu nome? Porque quer ir em minha casa? Imediatamente desceu da arvore e conduziu Jesus a sua casa para o espanto também da multidão que não gostava nada do que via.

Observe que não foi Zaqueu que convidou Jesus à sua casa para uma refeição. Zaqueu estava tentando apenas ver Jesus, e talvez estava em cima da arvore para evitar contato com a multidão que não gostava dele. 

Zaqueu era um homem muito rico, sua fortuna era resultado de trabalho e também de fraudes. Era chefe dos publicanos e superfaturava a cobrança de impostos que fazia para o governo romano. Era judeu, e apesar do prestigio social alcançado e da incontestável capacidade de liderar, sua presença não era das mais desejáveis: Um baixinho avarento e ganancioso que em nada se parecia com seu nome “Zaqueu” no hebraico,  uma variação do nome Zacarias, significando “puro”. Diante do histórico do moço, é provável, que fosse “detonado” pelos olhares e gestos ao ser notado entre os seguidores de Jesus.

No tempo de Jesus, Israel estava sob o controle do Império Romano. 
Os cobradores de impostos judeus a serviço do império Romano eram chamados de publicanos.
Mas por que eles eram tão mal vistos pelos judeus?

Em primeiro lugar, as pessoas os viam como uma espécie de traidores, pois trabalhavam para o império Romano, que as dominava com violência. Em segundo lugar, temos a questão dos impostos abusivos que eram cobrados pelo império, trazendo muitas dificuldades à população e não trazendo benefícios ao povo, antes, apenas enriquecendo cada vez mais o império e seus governantes. Isso revoltava o povo trabalhador. Um último ponto ainda tem a ver com o fato de que a maioria dos publicanos eram corruptos, cobrando além do que era taxado pelo império. Com isso, muitos publicanos enriqueciam explorando seu próprio povo e atraindo o ódio deles para si.

Isso foi mais do que suficiente para fazer os cobradores de impostos impopulares.
O sistema de recolhimento de impostos era um sistema sujeito a abusos. Roma franqueava ao publicano uma determinada área, pela qual ele seria responsável para arrecadar impostos, e lhe era estipulada a quantia anual que deveria ser recolhida, mas os coletores cobravam taxas bem superiores ficando com o excedente. Alguns coletores aceitavam suborno dos ricos diminuindo a taxa deles e sobrecarregando os pobres para compensar.
Por tudo isso os judeus não aceitavam o fato de que um irmão estivesse trabalhando para usurpadores.

Para alimentar a realização de seus sonhos ambiciosos o Império Romano precisava de uma grande soma de dinheiro para a manutenção dos exércitos, a construção de anfiteatros e estradas.

Era altamente dispendioso alimentar as ambições de Roma e para encher seus cofres os romanos cobravam pesados impostos. Inevitavelmente, Zaqueu sentia a pressão daquela situação.

Assim, por estas razões, os cobradores de impostos não eram pessoas muito populares em suas comunidades. E por Zaqueu ser o chefe dos coletores de impostos ele foi provavelmente o mais odiado de todos.

Mas por que Jesus expressou a necessidade de ir à casa de Zaqueu? Porque era tão necessário ir à casa de Zaqueu?

Como um coletor de impostos , Zaqueu era considerado um pecador, o mesmo que um gentio. Tal pessoa não deveria ser aceito na casa de um Judeu. Também nenhum Judeu deveria entrar na casa de uma pessoa assim e aceitar a sua hospitalidade e comer sua comida. 

Mas Jesus não só aceitou o convite, como convidou a Si mesmo e isso trouxe uma reação imediata e forte em toda a multidão que murmurava entre si.

_ Não dá para acreditar. 
_ Este homem foi se hospedar na casa de um pecador?
_ Mas que decepção! 
_ Como assim, repousar na casa desse ladrão? 
_ Ele não merece essa honra,  tem afligido a muitos de nós!

O propósito da vinda de nosso Coach maior ainda não estava claro para todos. 
Jesus não estava preocupado em ser popular, em agradar a maioria, Ele tinha foco em sua missão, queria salvar a Zaqueu, regar a semente de fé que já brotava em seu interior. 
Não sabemos como foi o diálogo de Jesus com Zaqueu no percurso até sua casa, o certo é que o baixinho fora profundamente marcado. Todos os que buscam Jesus são de fato, transformados através do diálogo, do encontro, da sessão de Coaching que tem com ele. 
A ordem de Jesus: “Zaqueu, desce da figueira” também pode ser traduzida como: “ Zaqueu, abandone essa vida , largue esses métodos corruptos, falhos, esses frutos imprestáveis”. 

Essa história certamente indica-nos que nosso Coach escolheu visitar esse homem porque ele sabia que Zaqueu era um pecador indigno. O comportamento da multidão que estava com raiva, mostra que não se viam como pecadores, mas como os justos. Portanto, não precisavam de Jesus.

Esse é um dos princípios básicos do Coaching. Se você não reconhecer seu estado atual, jamais poderá chegar a um estado desejado. A mudança parte primeiramente do reconhecimento de seu estado atual

Jesus veio para salvar aqueles que reconhecem que são indignos, aqueles que reconhecem que são pecadores. Essa é a mensagem do Evangelho. A isso chamamos de arrependimento. Simples assim. 

Tem uma história real que aconteceu com Frederick Charrington que ilustra muito bem o que é arrependimento. Ele era um membro da família rica na Inglaterra, que era dono do Charrington Brewery, uma famosa  cervejaria fundada em Bethnal Green, Londres, no início do século 18 . Sua fortuna pessoal, derivada somente de sua empresa cervejeira, ultrapassou US $ 66 milhões.

Uma noite, Charrington caminhava por uma rua de Londres com alguns amigos. De repente da porta de um pub um homem cambaleou para a rua com uma mulher se agarrando desesperadamente a ele. O homem, obviamente, muito bêbado, estava xingando a mulher e tentando afastá-la. A mulher estava muito magra e vestida com trapos. Ela chorava e implorava ao homem embriagado, que era seu marido.

_ Por favor, querido, por favor! Enquanto ela gritava, Charrington e seus amigos assistiam. 
_ As crianças não ter comido em dois dias! E eu não comi em uma semana! Pelo amor de Deus, por favor, voltar para casa! Ou se você deve ficar, é só me dar algumas moedas para que eu possa comprar os filhos alguns ... 

Seus apelos foram brutalmente interrompidos quando seu marido a golpeou selvagemente. Ela caiu na calçada de pedra como uma boneca de pano. O homem bêbado caiu sobre ela com os punhos cerrados, pronto para golpeá-la novamente, mas Charrington saltou para a frente e agarrou-o. O homem lutou, praguejando violentamente, mas Charrington prendeu os braços do homem de forma segura por trás das costas. Os companheiros de Charrington correram para o lado da mulher a fim de socorrê-la. Pouco tempo depois, um policial levou o homem bêbado e a mulher foi levada para um hospital próximo.

Enquanto Charrington limpava sua roupa, ele notou um sinal luminoso na janela do pub: "Beba Chrarrington Ale." A cervejaria multimilionária nocauteou-o até o âmago do seu ser. Ele percebeu que seu confronto com o marido violento não teria acontecido se o cérebro do homem não tivesse sido inundado com produtos da família Charrington. "Quando eu vi esse sinal", ele escreveu mais tarde: "Eu percebi que estava tão cego como Paulo a caminho da estrada de Damasco. A cervejaria foi a fonte de riqueza da família, e ela estava produzindo um enorme sofrimento humano diante dos meus próprios olhos. Em seguida, eu prometeu a Deus que não aceitaria mais um centavo desse dinheiro a partir daquele momento"

A história registra que Frederick Charrington se tornou um reformador social Inglês que renunciou sucessão de uma fortuna de mais de £ 1 milhão a fim de dedicar sua vida a ajudar os pobres e libertar homens e mulheres da maldição do alcoolismo.

Nós podemos as vezes ser muito cruéis sobre quem vai estar ou se associar conosco. Nós geralmente evitamos as pessoas que são diferentes, sujas, pobres, ou quem não é bem visto pela sociedade de alguma forma. Por isso não devemos ter dificuldades em compreender o conceito de que Jesus veio para estar com aqueles a quem os outros não gostam. Jesus veio para salvar aqueles que são pecadores indignos. 

Ele veio para estabelecer o reino de Deus na Terra, mas a base deste reino, o que Cristo deveria realizar em Sua primeira vinda, foi o perdão dos pecados do homem. Mas só receberão esse perdão aqueles como Zaqueu reconhecerem que precisam desse perdão. Faz sentido para você?

Jesus veio buscar e salvar os pecadores. Ele não veio para se associar com os ricos e poderosos. Ele não veio para proporcionar posições e poder para os discípulos. Ele veio para salvar os pecadores. Esse era sua missão, seu foco. Para fazer isso, ele deveria associar-se com pecadores. 

Assim, embora pudesse ofender as sensibilidades e os costumes sociais de sua época, Jesus iria onde pecadores estivessem, de modo que o evangelho pudesse vir a eles e eles pudessem ser salvos. Se sua meta era salvar os pecadores, estar com os pecadores é simplesmente um meio para esse objetivo. O projeto de Jesus foi governado por seu objetivo de buscar e salvar os pecadores e desse foco ele nunca se desviou apesar da pressão que recebia para fazer o contrário. 

Conta-se que Leonardo da Vinci, andando um dia pela rua, numa cidade da Itália, viu uma criança tão linda que desejou reproduzir-lhe o rosto numa de suas telas. Chamou a criança e deteve-se longo tempo procurando reter-lhe os traços com seu pincel genial. Rosada, loura, de límpidos olhos azuis, o menino tinha mesmo um rosto de anjo. Terminado o quadro o artista não quis vendê-lo; pendurou-o na parede de seu atelier. Quando se sentia deprimido, desanimado, descrente da vida, Leonardo erguia os olhos para aquele quadro, fitava aqueles olhos azuis que lhe sorriam da parede e essa rápida visão bastava para devolver-lhe o ânimo, a coragem, a alegria. Passaram os anos. Numa dessas fantasias próprias de artista Leonardo resolveu pintar um outro rosto, mas algo hediondo e mau, uma figura que provocasse horror e espanto, revolta e náusea. Perambulou por lugares diversos e, finalmente, concluiu que numa prisão, talvez, pudesse encontrar o desejado modelo. Falou com o diretor da prisão, expôs-lhe seu desejo, e dentro em pouco, pôde ir de cela em cela, contemplando os facínoras diversos que ali estavam segregados. Diante de um deles o pintor deteve-se: tinha encontrado o modelo. Era um rosto indescritível na sua fealdade. Ali estava fielmente retratada uma vida de vícios e de crimes. Só o pincel de um artista poderia mesmo reproduzir com precisão tanto horror numa face humana. O artista começou a pintar aquele rosto quando, após algum tempo, o criminoso lhe dirigiu a palavra: "Lembro-me que há muitos anos um outro pintor já me tomou por modelo. Acho que era o senhor mesmo. Eu era pequeno nessa ocasião, mas me lembro bem". Foi assim que Leonardo da Vinci descobriu que o seu modelo de agora, esse criminoso de face devastada pela impiedade, tinha sido no passado aquela criança rosada e linda, cujo rostinho angelical ainda pendia na parede de seu atelier. Tão triste ficou o artista que nem quis mais completar sua nova obra. Retirou-se amargurado, meditando sombriamente no que a vida pode fazer de um ser humano, nas transformações que pode operar. Não sabemos se identificou corretamente a causa de todo aquele mal. O artista do Renascimento talvez não compreendesse ou não quisesse compreender os efeitos do pecado numa vida humana. Mas esses efeitos eram algo que Jesus sabia e estava disposto a oferecer tal cura a todos os que desejassem.

Jantar na casa de alguém em Israel, era um costume que indicava amizade, cordialidade. Jesus, ao se oferecer para ir a casa de Zaqueu demonstra todo seu carisma e pacifismo. Jesus é irresistível como amigo, porque é verdadeiro e sem preconceitos! Que grande alegria tenho em saber que não existe fronteira, muro, obstáculo de qualquer espécie que impeça Jesus de chegar até nós a não ser nós mesmos!  

Jesus escolhe Zaqueu sem se importar com as criticas. E por que o escolhe?  Porque existia um desejo no coração de Zaqueu em ser transformado. Ninguém conseguiu ver isso. Para todos, ele era irrecuperável e merecia mesmo era castigo e desonra. Jesus viu. Nada há que esteja oculto aos Seus olhos, nem mesmo um pequenino homem acomodado entre a copa de uma figueira!

E a certeza de Jesus se confirmou rapidamente, pois enquanto caminhavam em direção a sua casa, Zaqueu falou com Jesus a respeito de seu estado atual, reconhecendo seus pecados e já estabelecendo novas metas para um estado desejado, como resultado da vinda de Jesus em sua vida. 

_ Escute, Senhor, eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais.

A primeira coisa que noto é que Zaqueu ofereceu uma grande oportunidade para os pobres, mas não deu 100% de todas as suas posses. Mas por que a metade e não tudo? Porque Jesus não exigiu dele o mesmo que pediu ao jovem rico,  vender tudo? Observe que a oferta de Zaqueu é totalmente voluntária. Jesus não colocou isso como algum tipo de condição. Após reconhecer seu estado atual, o homem estava determinado a fazer isso, como um ato de gratidão, não como um dever que ele faria a contragosto.

Cícero, notável tribuno romano, autor de obras que vararam os séculos e até hoje são mencionadas, escreveu: "Nenhum dever é mais importante do que a gratidão".

Conta-se a história de uma mãe e sua filha de 4 anos que passeavam num mercado ao ar livre. A filha olhou fixamente para um monte de laranjas, um vendedor generoso tirou uma da mesa e deu-a à menina. “O que se diz ao senhor simpático?” - a mãe perguntou à sua filha. A pequena olhou para a laranja, e depois estendeu-a bruscamente ao senhor e disse: “Descasca!” Gratidão é algo que aprendemos e à qual nos acostumamos. O que talvez seja desculpável numa criança de 4 anos seria falta de educação e ingratidão numa criança mais velha ou adulto. Contudo, como é fácil responder às ofertas graciosas de Deus e pensar: “Isto é bom, mas quero um pouco mais. Felizmente, não foio que aconteceu com Zaqueu.

Em segundo lugar, acredito que ele ofereceu apenas a metade dos seus bens aos pobres porque ele tinha ainda que devolver quatro vezes mais a aqueles a quem ele tinha defraudado e isso talvez consumiria o resto de sua fortuna. 

Em terceiro lugar, eu acho a oferta desse homem para pagar de volta quatro vezes mais o que ele roubou era algo muito interessante. A coisa que me impressiona sobre a oferta de Zaqueu é que ele não prometeu fazer o pagamento mínimo, mas o máximo. Zaqueu estava disposto a reconhecer que roubar era um ato da pior espécie, e estava disposto a fazer as coisas direito com este estado de espírito. Ele não queria de forma nenhuma minimizar o seu pecado e os prejuízos que causou as pessoas.

Isso me leva a fazer uma outra observação: sabemos que a salvação não vem pelas obras, mas quando a salvação genuína trata de um homem, sua vida muda radicalmente e o que vemos são as obras.

A salvação é um evento radical, trazendo os homens das trevas para a luz, da morte para a vida, e do mal para a justiça. 

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. 

A genuína mudança produz boas obras nas vidas daqueles que são salvos. 

Vejam as fortes palavras escritas no túmulo de um bispo anglicano, em uma catedral na Inglaterra.

Quando eu era jovem e minha imaginação não tinha limites, sonhava mudar o mundo. Quando fiquei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não mudaria: então restringi um pouco minhas ambições, e resolvi mudar apenas meu país. Mas o país também me parecia imutável. No ocaso da vida, em uma última e desesperada tentativa, quis mudar minha família. Mas eles não se interessavam nem um pouco, dizendo que eu sempre repeti os mesmos erros. Em meu leito de morte, enfim descobri: se eu tivesse começado por corrigir meus erros e mudar a mim mesmo, meu exemplo poderia transformar minha família. O exemplo de minha família talvez contagiasse a vizinhança, e assim eu teria sido capaz de melhorar meu bairro, minha cidade, o país, e, quem sabe, mudar o mundo... 

A salvação não vem pelas obras, a as obras inevitavelmente vem pela verdadeira salvação.
Zaqueu evidencia uma genuína conversão pela mudança que pode ser vista repentinamente em sua jurisprudência, em suas ações. 

As pessoas podem até não entender a mudança que ocorre em nossas vidas quando conhecemos nosso Coach maior, mas elas deveriam pelo menos ver essa mudança. 
Logo após Zaqueu falar seus novos planos Jesus disse:

_ Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido.

Zaqueu, foi completamente alterado pelo seu encontro com Jesus. Zaqueu se arrependeu de seus pecados ali mesmo, na frente de Jesus e da multidão. O verdadeiro arrependimento significa você "mudar de ideia" e "se afastar de antigas atitudes." 
Zaqueu se tornou verdadeiramente um novo homem naquele dia. 

Mas como isso é possível? A Bíblia diz em 2 Coríntios 5:17 que  Todo aquele que crê em Cristo é uma nova criação. O velho se foi! O novo chegou!

Isso é o que aconteceu com Zaqueu quando ele decidiu se arrepender e seguir Jesus. Quando o coletor de impostos tornou-se o mais novo habitante do reino de Deus, ele foi mudado de dentro para fora. Antes de conhecer Jesus, Zaqueu era como uma espécie de lagarta. As lagartas vivem famintas. Eles apenas comem, comem, comem o tempo todo. Eles são tão gananciosas que se você colocar uma em um frasco com um monte de folhas verdes, as folhas vão desaparecer antes que você perceba! Zaqueu era ganancioso assim, como uma lagarta

Mas quando uma lagarta se transforma em uma borboleta, ela é alterada completamente, de dentro para fora. Agora apos a transformacao nada da borboleta se assemelha a assustadora lagarta, gulosa, mastigando tudo o que vê pela frente. É totalmente uma nova criatura. Quando uma borboleta voa perto de voce em um dia ensolarado de verão, ela traz alegria para todos os que a veem porque ela agora é uma linda e majestosa criatura!

A sessão de Coach com Jesus transformou Zaqueu em uma pessoa completamente nova. 
"Deus o ama como você é, mas se recusa a deixá-lo desse jeito, nunca esqueça disso".

PARA PENSAR E FAZER:

  • Você tem sido fiel aos seus propósitos assim como Jesus nos mostra nessa história independentemente do que as pessoas falam?
  • Se você já teve um encontro verdadeiro com seu Coach Maior, tem percebido que sua vida mudou radicalmente depois desse encontro?


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