Mateus 3:13-17  Marcos 1.9-11; Lucas 3.21-22

Li a história de um menino que caminhava na chuva, sobre as marcas dos pés de seu pai, deixadas na lama. Passado um tempo, o menino chegou ao bar onde encontrou o pai embriagado. O pai, quando viu o filhinho de apenas seis anos chegar sozinho ao boteco, perguntou: – Filho, como foi que você chegou até aqui? O menino respondeu: – Vim seguindo os seus passos deixados na lama, papai! A resposta não poderia ser mais dolorosa.

O pai pensou muito no mau exemplo que estava dando para o seu filho, mas já não tinha forças para deixar o vício e continuou sua vida dando mau exemplo. Os anos se passaram, e o garotinho, seguindo os passos do pai, começou muito cedo a beber e também se tornou um alcoólatra. Essa pequena história nos mostra que devemos ser a mudança que tanto esperamos nas pessoas, devemos primeiro dar o exemplo, ao invés de exigir algo que nem mesmo nós podemos praticar. Foi isso que nosso Coach Maior quis fazer assim que começou seu ministério:

Começar dando exemplo! Jesus trabalhava com seu pai, José, que era carpinteiro em Nazaré, na Galileia. De acordo com a interpretação bíblica, José já havia falecido nessa época, deixando Jesus em seu lugar para cuidar de sua mãe Maria e seus irmãos Tiago, José, Judas e Simão, além de suas irmãs. Aos 30 anos de idade, quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus subiu na Galileia para ser também batizado por João, percorrendo, para isso, uma distância de aproximadamente 100 quilômetros.

Foi um passo marcante em sua vida, pois Ele deixou o seu trabalho secular para começar seu projeto de três anos junto com o povo de Israel. O batismo de João era um símbolo de arrependimento pelos pecados e pela dedicação do povo a Deus. Era um testemunho público mediante o qual as pessoas declaravam-se arrependidas, um ato de coragem, já que reconheciam, publicamente, que eram pecaminosos.

O batismo em si não tinha e não tem poder para eliminar o pecado, o rito apenas conscientiza o pecador da necessidade do arrependimento e confissão pelo mal que este cometeu. João estava batizando muitas pessoas quando Jesus apareceu, e assim que percebeu a presença Dele, parou o batismo e chamou a atenção do povo em um diálogo parecido com este:

“Atenção, povo de Israel, está entre nós o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

Jesus se aproximou de João e disse:

“João! Preciso ser batizado por você”!

João ficou muito admirado porque o conhecia muito bem, Jesus era seu primo e sabia que não tinha pecado para que se arrependesse. Portanto, não haveria a necessidade de ser batizado! “De maneira alguma Jesus, eu é que preciso ser batizado por você, e você quer que eu o batize? disse João”.

João não estava compreendendo que o batismo de Jesus tinha um significado muito mais profundo do que o batismo do povo. Não era a ocasião propícia para dar uma explicação completa, então o Coach da Vida disse a ele:

“Escute João, tenho pressa, deixe esta discussão para outra ocasião, pois é dessa maneira que faremos, porque isso é tudo o que Deus quer que façamos.”

A humildade é o caminho do bom exemplo

Percebemos aqui uma característica importante do caráter de Jesus como um Coach: HUMILDADE. Jesus, o Rei dos reis, nasceu em uma estrebaria, foi envolto em faixas e deitado em uma manjedoura; passou sua infância na pobreza e na simplicidade. Não bastasse essas dificuldades, sua família ainda teve que fugir para outro país quando Herodes, governador da Judéia, ordenou a morte de todas as crianças que tinham menos de dois anos de idade. Do início de seu trabalho público até o final de sua vida, sabia que não conheceria outra coisa a não ser desonras, humilhação e dor. Mas ao ser batizado, insistia em participar de um ritual preparado exclusivamente para pecadores. Isso poderia significar um escândalo diante das pessoas ou um ato de fraqueza.

No entanto, nenhum desses acontecimentos perturbou sua mente, pois a humildade faria parte do legado que Ele deixaria para todas as pessoas que o seguissem. É esse o tipo de legado que devemos deixar para nossos filhos, para os colegas de trabalho, para os funcionários e também para a sociedade.

Gosto muito do testemunho de Samuel Morse, inventor do telégrafo elétrico (importante meio de comunicação a distância), dispositivo que utiliza correntes elétricas para controlar eletroímãs com o intuito de emitir e receber sinais. Vale aqui destacar que Morse foi um cristão convicto.

Certa vez, Samuel Morse escrevendo a seu irmão, expressando o seguinte conceito:

“A significação da minha invenção considero-a como resposta às minhas orações. A Deus, de fato pertence toda a glória. Tenho provas bastantes de que, sem Cristo, eu nada poderia ter inventado. Toda a minha força está Nele, e eu ardentemente desejo dirigir a Ele todos os louvores”.

Com base nas palavras de Morse, podemos aprender que mesmo um cientista, por maior que seja a sua fama e projeção, pode ser um humilde filho de Deus, capacitado a dar exemplos com suas atitudes e decisões.

Continuamos no próximo artigo.

PARA RESSIGNIFICAR O CONTEÚDO, RESPONDA A ESSAS PERGUNTAS:

  • Você tem deixado de fazer alguma tarefa importante por simplesmente achar que isso o diminui?
  • Você tem sido um bom exemplo a ser seguido? Seus filhos, amigos, funcionários, parentes, veem em você uma pessoa a ser imitada?
  • Você tem dado exemplo, mesmo que não tenha a necessidade de fazer tais atitudes, mas as faz só para dar exemplo?
  • Como tem sido sua vida até aqui? Tenho uma boa notícia, se quiser você pode mudar hoje e começar a escrever um novo roteiro.

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